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          <rev user="Admin" timestamp="2015-10-14T16:46:53Z" comment="/* Introdução */" xml:space="preserve">&lt;big&gt;'''Brasileiros Mundo Afora'''&lt;/big&gt;
=='''Introdução'''==

Historicamente, o [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil]  pode ser considerado um país receptor de população. Ao longo da sua história acolheu [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil imigrantes] de vários países do mundo. Desde 1822 até 1949, o país [[File:Deraldo2.jpg |thumb |left|170px |alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |Mestre Deraldo Ferreira - Fundador e Diretor Artístico do Brazilian Cultural Center of New England.]]recebeu cerca de cinco milhões de imigrantes, sobretudo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigração_italiana_no_Brasil italianos], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_portuguesa_no_Brasil portugueses] e  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_espanhola_no_Brasil espanhóis], além de [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil alemães], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil japoneses], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_polonesa_no_Brasil poloneses], e [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigração_árabe_no_Brasil sírio-libaneses].  De 1880 a 1903, entraram no país cerca de 1,9 milhão de europeus, sobretudo portugueses, espanhóis e alemães. De 1904 a 1930, entraram outros 2,1 milhões, destacando-se entre eles a presença de italianos, poloneses, russos e romenos. De 1932 a 1935, vieram os imigrantes japoneses. Finalmente, entre 1953 e 1960, registrou-se uma imigração significativa de espanhóis, gregos e sírio-libaneses. [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/imigracaobrasil.pdf]] Depois destes grandes fluxos imigratórios o país &quot;fechou-se&quot; mantendo um fluxo líquido próximo a zero no período entre o pós-guerra e os anos 1980.  &lt;ref&gt;Firmeza, George Torquato, 2007, Brasileiros no Exterior, Fundação Alexandre Gusmão, Brasília.&lt;/ref&gt; Após um longo período de estabilidade migratória, na década de 1980, o Brasil experimentou, pela primeira vez, uma mudança negativa passando desde então de um país majoritariamente receptor a um país expulsor de população.&lt;ref&gt;  A emigração brasileira é, no entanto, muito pequena quando comparada a população residente.  Por exemplo, a população emigrante brasileira representa somente 0.53 por cento da população residente fazendo o Brasil ocupar o rank 195 entre os duzentos países com saldo migratório negativo a frente somente da Líbia, rank 196 (0.49%); China, rank 197 (0.43%); Bahamas, rank 198 (0.36%); República Centro Africana, rank 199 (0.17%); e Coréia do Norte, rank 200 (0.16%). (Dorling, 2009).&lt;/ref&gt;  Isto não quer dizer no entanto, que o país deixou de receber imigrantes. Principalmente a partir dos anos 90 verificou-se a entrada de muitos imigrantes [http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigração_coreana_no_Brasil coreanos] e latino-americanos.&lt;ref&gt; Na América Latina, o [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] figurava até os anos 70 como uma área de evasão populacional para os países vizinhos, em especial o Paraguai e a Argentina. A partir dos anos 80 o país passa a se configurar como uma das áreas de recepção migratória de latino-americanos (Baninger, 2005). &lt;/ref&gt; Ao comparar os dados dos censos brasileiros de 2000 e 2010, percebe-se que o número de imigrantes internacionais não nascidos no Brasil em 2010 era de 93.889, quase o dôbro do apurado em 2000, quando este segmento totalizou 55.758 estrangeiros. 

O processo de emigração brasileira se inicia na década de 70 e sofre um crescimento abrupto ao longo da década de 80. A década de 90 representa um momento de estabilização relativa dos estoques com um declínio nos fluxos de saída. Este processo retoma seu crescimento a partir de 2000. 

Estima-se que desde de 1987 quando aproximadamente 300,000 brasileiros viviam fora do país, a emigração brasileira tenha aumentado a uma taxa de 20 por cento ao ano. De acordo com o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais,[http://www.cedeplar.ufmg.br] mais de 2,5 milhões de brasileiros viviam fora do país em 1995. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que em 2014 havia cerca de 3.1 milhões de imigrantes brasileiros espalhados por todos os continentes. [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2008.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2009.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_no_Mundo_2011.pdf]]

Duas características importantes da emigração brasileira são a sua composição de classe e o seu caráter de ''[[imigração transnacional]]''. Os imigrantes brasileiros, ao contrário de vários outros grupos de imigrantes, não estão fugindo de condições de pobreza absoluta assim como não são também refugiados políticos a procura de asilo, ou fugindo de guerras civis.&lt;ref&gt;  Margolis, M.L., Little Brazil: an ethnography of Brazilian immigrants in New York City, 1994, Princeton, NJ: Princeton University.&lt;/ref&gt;   A maioria deles são oriundos de zonas urbanas e das classes médias e médias baixas, vários deles com educação universitária.&lt;ref&gt;  Sales, T., Brasileiros Longe de Casa, 1998, São Paulo: Editôra Cortez.&lt;/ref&gt;  A exceção corresponde somente aos trabalhadores agrícolas e aos garimpeiros que partiram para as regiões fronteiriças do Brasil.

Os imigrantes brasileiros, particularmente estes saídos na década de 80, fugiam principalmente da crise econômica que assolou o país tornando impossível para a classe média manter seu padrão de vida. Este período, denominado a “década perdida” além de conhecer hiperinflação, foi marcado por profundo desemprego, baixos salários, alto custo de vida, e recessão econômica. Uma situação econômica drástica que pode ser exemplificada pelo fato de que o [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] conheceu neste período, quatro moedas, cinco congelamentos de salários e preços, e nove programas de estabilização econômica (Brooke 1993).

A imigração brasileira assume cada vez mais um caráter transnacional isto é, os imigrantes brasileiros mantem relações econômicas, sociais e políticas cada vez mais robustas com o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] e entre si aumentando assim a sua complexidade e impacto não somente econômico como é o caso das ''[[remessas de dinheiro]]'' (remittances) mas também das ''[[remessas sociais]]'' (social remittances) como as idéias, comportamentos e valores que da mesma forma que as remessas econômicas, num constante vai e vem, desafiam noções de fronteiras e culturas nacionais rígidas.&lt;ref&gt;  Segundo Peggy Levitt, “the assumption that people live their lives in one place, according to one set of national and cultural norms, in countries with impermeable national borders, no longer holds.”  Levitt P., The Transnational Villagers, 2001, Los Angeles and Berkley: University of California Press.&lt;/ref&gt;  

Por fim, o processo emigratório envolve não somente aqueles que deixam o país para viver no exterior, mas também aqueles que, terminada as suas jornadas em outras terras voltam - os chamados retornados. A atual crise econômica internacional e as políticas restritivas dos países receptores têm contribuído de forma crescente para este fluxo de volta. Segundo o Censo brasileiro de 2010, 174,6 mil imigrantes brasileiros retornaram ao país um número bem maior do que este apontado pelo Censo de 2000 (87,9 mil) passando de 61% para 65,5% o percentual de brasileiros contados entre os imigrantes internacionais chegados ao Brasil.&lt;ref&gt;Dos 51.933 imigrantes provenientes dos Estados Unidos, 84,2% eram brasileiros. Entre os 41.417 imigrantes provenientes do Japão, 89.1% eram brasileiros. Este percentual chega 77% para aqueles oriundos de Portugal. Censo Demografico 2010, IBGE.&lt;/ref&gt;

=='''Por que os Brasileiros Emigram – A Partida'''==
 
A partir de 1979, a economia brasileira começou a sentir o impacto do aumento da taxa de juros internacionais e do segundo choque do petróleo, ocorrendo então a maxidesvalorização de 1979, [[File:Volta.jpg|thumb |left|250px |alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |]]que causou um aumento da taxa de inflação fazendo com que esta ultrapassasse 50 por cento ao ano, chegando ao final de 1979 a superar a casa dos três dígitos. No começo dos anos 1980 o país passou por uma forte recessão econômica marcada por altas taxas de desemprego que se estenderam até o final da década.&lt;ref&gt;  Em 1981 por exemplo, o desemprego aberto atingiu a taxa de 10 por cento (Pastore, 1979).&lt;/ref&gt;  Durante este período e o início dos anos 90 verificou-se uma grande redução de postos de trabalho na economia brasileira e o crescimento do trabalho informal. Acoplado a este cenário de desemprego e precarização do trabalho, viveu-se um processo inflacionário que atingiu em 1990, 1.795 por cento ao ano. Por fim, as reformas econômicas do Presidente Collor de Mello trouxeram mais desencanto do que resultados principalmente para as classes médias.&lt;ref&gt;  Foi instituído o Plano Collor, que agravou mais ainda a situação, causando revolta na população, não só pelas medidas econômicas mas pelo esquema de corrupção que lhe atribuíam. Essas insatisfações deram origem a uma mobilização inédita dos “caras-pintadas,” que culminou no impeachment do Presidente.&lt;/ref&gt; 
[[File:Inflacao brasileira.jpg|thumb |right|300px |alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the right.|Taxa média de inflação por década]]
A crise e o impacto da reestruturação da economia mundial afetaram o mercado de trabalho brasileiro nos anos 90 e provocaram a queda na mobilidade social brasileira (Brito, 1995). Entre os anos de 1990 e 1992, verificou-se uma redução de 19 por cento no nível de emprego assalariado formal e uma elevação do trabalho por conta própria e do trabalho doméstico (Martes, 1999). Assim, conforme salientam Patarra e Baringer (1995), a migração interna, que foi sempre um elemento de absorção do excesso de mão de obra das várias regiões do país, não mais garantiu a mobilidade social, induzindo parcela significativa da classe média, principalmente os mais jovens, a buscar novas oportunidades na emigração para os ''[[Estados Unidos]]'', ''[[Europa]]'' e ''[[Japão]]''.

A recuperação econômica dos anos 1993-1995 foi insuficiente para alterar este quadro econômico. No final da década, juros altos, aumento do desemprego e a diminuição na produtividade mantiveram a situação de crise.&lt;ref&gt;  O período do governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2001), foi marcado por muitas mudanças na esfera internacional tais como o fim da guerra fria, a intensificação do fenômeno da globalização, além de um quadro financeiro internacional instável – crises mexicanas, asiática, russa, e argentina – abalaram a economia brasileira. &lt;/ref&gt;  Por fim, não podemos minimizar a importância de fatores como a violência urbana, a corrupção e a desorganização social como motivos que influenciaram a decisão de emigrar.  Em várias pesquisas realizadas nos [[Estados Unidos]], assim como em outros países, os imigrantes brasileiros apontam como causa importante da emigração a &quot;busca de uma vida melhor,&quot; frase que engloba não só aspectos econômicos, mas também de qualidade de vida. Em pesquisa realizada pela empresa Synovate em 2007, 55 por cento dos imigrantes brasileiros entrevistados responderam como razão da emigração a &quot;procura de uma vida melhor.&quot; Outros 12 por cento emigraram para &quot;recomeçar a vida.&quot; 11 por cento emigraram na &quot;busca de um salário maior;&quot; ou para &quot;estudar&quot; (11%); &quot;buscar emprego&quot; (10%); &quot;veio como turista e resolveu ficar&quot; (8%); &quot;transferido por causa de trabalho&quot; (6%); &quot;atrás de melhor educação dos filhos&quot; (6%); e &quot;para fugir da violência&quot; (4%). Um ano depois, a mesma empresa realizou pesquisa para a Caixa Econômica Federal confirmando as mesmas razões para a emigração. A pesquisa realizada entre brasileiros residentes em Massachusetts indicou que 48 por cento destes atribuíram como razão para emigração a &quot;busca de uma vida melhor.&quot; 28 por cento emigraram em busca de &quot;um salário maior&quot; (20%), ou em &quot;busca de emprego&quot; (8%). 7 por cento, declararam terem saído para estudar; 6 por cento vieram como turistas e ficaram; outros 5 por cento juntaram-se as suas famílias já nos Estados Unidos; 8 por cento vieram &quot;começar a vida,&quot; em busca de aventuras (2%) ou para dar uma melhor &quot;educação aos seus filhos&quot; (1%).

É necessário também ressaltar que, por outro lado, houve uma reestruturação no sistema produtivo das economias avançadas que provocou um aumento, como explica Piore (1980), da demanda por trabalhadores altamente qualificados e bem pagos ao mesmo tempo que houve uma crescente procura por trabalhadores manuais de baixa qualificação e remuneração. Dá-se desta forma, uma bifurcação na estrutura do emprego das economias avançadas quanto ao salário, condições de trabalho, segurança e estabilidade.
  
[[File:Mapa_-_Estados_de_Origem_dos_Emigrantes_Brasileiros_-_2007.jp‎g |thumb |left|300px |alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |Fonte: Brasileiros na América. Alvaro Lima. 2009.]]
É neste quadro, via a emigração, que se opera a troca do trabalho que dá prestígio no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] pelo trabalho que paga bem em no exterior. Os imigrantes brasileiros, ainda que inseridos no mercado de trabalho informal dos países onde residem, conseguem rendimentos cerca de três a quatro vezes superiores do que aqueles que alcançariam no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil].&lt;ref&gt;Segundo Maxine Margolis, 1994, a diferença entre o que os brasileiros ganham em uma semana nos Estados Unidos e o que ganhariam no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] é de quatro para um, ou seja, aquilo que os brasileiros ganham em uma semana nos Estados Unidos levariam quatro semanas no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] para alcaçar o mesmo rendimento. No Japão esta relação chega a ser de 5 a 10 vezes maior.&lt;/ref&gt; Como afirmou Teresa Sales (1999), esta é uma ascensão truncada, pois geralmente significa a troca de status pela possibilidade de consumo maior.

Na década de 80, o fluxo de saída era oriundo principalmente das regiões sudeste e sul do  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil], representando aproximadamente 91 por cento de todo o fluxo de saída. Na década de 90, caiu para aproximadamente 79 por cento. Este declínio se deu em função (1) do aumento do retorno dos imigrantes brasileiros oriundos do ''[[Paraguai]]''; (2) o aumento significativo da emigração da região norte para a ''[[Guiana Francesa]]'', ''[[Venezuela]]'', ''[[Peru]]'' e ''[[Bolívia]]''; e (3) o aumento significativo da emigração da [http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil região nordeste] para a ''[[Europa]]'' e os ''[[Estados Unidos]]''. Além disto, a emigração para os ''[[Estados Unidos]]'' se tornou mais diversificada incluindo novas regiões de origem, como [http://pt.wikipedia.org/wiki/Goi%C3%A1s Goiás] e vários estados do nordeste. Finalmente, na metade da década de 90, aumentou o fluxo de  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo São Paulo] para o ''[[Japão]]'' com a emigração dos chamados dekasseguis.&lt;ref&gt;  A palavra dekassegui (em japonês 出稼ぎ) é formada pela união das palavras na língua japonesa 出る (deru, sair) e 稼ぐ (kasegu, para trabalhar, ganhar dinheiro trabalhando), tendo como significado literário &quot;trabalhando distante de casa&quot; e designando qualquer pessoa que deixa sua terra natal para trabalhar temporariamente em outra região ou país.&lt;/ref&gt; 

Cada vez mais os brasileiros que emigram são oriundos dos centros urbanos e fazem parte das camadas médias da população. Hoje mais de 16 estados brasileiros contribuem de forma expressiva para este fluxo emigratório sendo que os estados de  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_gerais Minas Gerais], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Goi%C3%A1s Goiás], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo São Paulo], [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana Paraná] e [http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_catarina Santa Catarina] são os cinco estados que mais contribuem. No Censo Demográfico de 2010 o IBGE registrou a região Sudeste como a principal origem do fluxo emigratório com aproximadamente 49 por cento dos emigrantes. São Paulo enviou 21,6 por cento dos imigrantes seguido de Minas Gerais com 16,8 por cento. O Rio de Janeiro, com 7,1 por cento, ficou na quinta posição. Da região Sul partiram 17,2 por cento dos brasileiros emigrantes com 9,3 por cento destes oriundos do Paraná que foi o terceiro estado em importância na emigração. A região Nordeste contribuiu com 15 por cento, destacando-se nesta região o Estado da Bahia (5,3%). A região Centro-Oeste foi a origem de 12 por cento dos emigrantes. Goiás com 7,2 por cento foi o quarto estado em emissão de pessoas. A região Norte foi a região de origem de apenas 6,9 por cento da emigração.

=='''Quanto Somos e Onde Vivemos'''==

A mensurarão geral dos imigrantes brasileiros e em um determinado país é muito difícil porque (1) os registros sobre as saídas de brasileiros são muito precários; (2) poucos são os países que têm estatísticas confiáveis sobre o número de imigrantes em seu território, já que muitos estão no [[File:Brazilian_Population_in_the_World_Pir_Chart.jpg‎|300px|thumb|left|População Brasileira por Continente (%) - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE).]]país irregularmente;&lt;ref&gt;  Segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em 2007, somente 46 por cento dos imigrantes brasileiros eram documentados. Maia, Oto Agripino. 2007. “Brasilerios no Mundo: O Ambiente Mundial das Migrações e a Ação Governamental Brasileira de Assistência aos seus nacionais no Exterior.”&lt;/ref&gt;  e (3) o tipo de informação obtida refere-se ao estoque, isto é, ao volume acumulado de imigrantes residentes no país na data do censo. Desta forma, as informações sobre o número de brasileiros vivendo no exterior são contraditórias e, dependendo da fonte, apresentam grande variação como veremos a seguir. [[File:Populacao_Brasileira_por_Continente_-_2009.jpg‎‎|300px|thumb|right|População Brasileira por Continente - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]]
Utilizando técnicas indiretas, Carvalho (1996), com base nos censos brasileiros de 1980 e 1991, estimou que 1,8 milhões de pessoas com mais de dez anos de idade deixaram o país nos anos 1980. 
O [http://www.ibge.gov.br/home/ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)], “descobriu” no censo brasileiro de 1991 uma ausência estatística de cerca de 1,4 milhões de pessoas entre as idades de 20 a 44 anos. Carvalho (2004), considerando o saldo migratório internacional do  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] entre 1990 e 2000, da população de 10 anos ou mais de idade, calcula que este saldo seria negativo em aproximadamente 500 mil pessoas. 
[[File:Populacao_Brasileira_por_Pais_-_2009.jpg‎ ‎‎|300px|thumb|left|População Brasileira por País - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]]

Entretanto, mesmo com toda dificuldade de estimar os saldos migratórios, pode-se dizer com alguma certeza, que de 1980 a 2000, o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] perdeu no mínimo uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas – 1,8 milhões na década de 80, e pelo menos meio milhão na década seguinte.&lt;ref&gt;  Ministério do Trabalho e Emprego, Perfil Migratório do Brasil, 2009.&lt;/ref&gt;
Como referido anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores  [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2008.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2009.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_no_Mundo_2011.pdf]] estima que em 2010 havia cerca de 3.1 milhões de imigrantes brasileiros concentrados na sua maioria na ''[[América do Norte]]'' (45,9%), ''[[Europa]]'' (29,2%), ''[[América Latina]]'' (13%), ''[[Ásia]]'' (7,7%), ''[[África]]'' (0,9%), ''[[Oriente Médio]]'' (1,3%) ''[[América Central]]'' (0,2%), e ''[[Oceania]]'' (1,7%).&lt;ref&gt;  O Ministério das Relações Exteriores do Brasil aponta a presença de brasileiros em aproximadamente 130 países.&lt;/ref&gt;  Na ''[[América do Norte]]'', os imigrantes brasileiros estão concentrados nos ''[[Estados Unidos]]'' (44%), na ''[[América Latina]]'', no ''[[Paraguai]]'' (6%), na ''[[Ásia]]'', no ''[[Japão]]'' (7%),e na ''[[Europa]]'', no ''[[Reino Unido]]'' (6%), ''[[Portugal]]'' (4%) e  ''[[Alemanha]]'' (3%). 

O [[Censo Brasileiro Demográfico de 2010]] incluiu um bloco de perguntas visando conhecer de forma mais detalhada o fenômeno da emigração brasileira. O IBGE estima que 491,645 brasileiros vivem no exterior reconhecendo que este número sub-enumera esta população. Entre outros fatores para tal sub-enumeração, o IBGE cita (1) a possibilidade de todas as pessoas que residiam em determinado domicílio terem emigrado, (2) aquelas que ficaram no território brasileiro tenham vindo a falecer, (3) ou aqueles que há muito tempo encontram-se no exterior sejam desconsiderados. [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/censo-demografico-ibge-2010.pdf]]       

Finalmente, a Organização Internacional para as Migrações - OIM (International Organization for Migration - IOM) no seu Perfil Migratório do Brasil de 2009 estima que há entre 2.5 milhões a 4 milhões de brasileiros vivendo fora do país na sua maioria nos ''[[Estados Unidos]]'', ''[[Paraguai]]'', ''[[Japão]]'', ''[[Reino Unido]]'' e ''[[Portugal]]''.[[http://www.digaai.org/wp/pdfs/brazilprofile2009.pdf]] 

===='''América do Norte'''====
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, na ''[[América do Norte]]'', os  ''[[Estados Unidos]]'' têm a maior concentração de imigrantes brasileiros. Os 1.4 milhões de brasileiros que residem no país representam cerca de 45,9 por cento dos imigrantes brasileiros e 97 por cento da população brasileira no continente. O ''[[Canadá]]'' e o ''[[ México]]'' seguem à distância com 2 e 1 por cento, respectivamente.[[File:Populacao_Brasileria_na_America_do_Norte_-_2009.jpg‎‎|300px|thumb|left|População Brasileira na América do Norte - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_no_mundo_estimativas.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2009.pdf]] [[http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_no_Mundo_2011.pdf]] 
No entanto, o American Community Survey (ACS), uma pesquisa anual do U.S. Census Bureau, registra somente 339.613 brasileiros residentes nos ''[[Estados Unidos]]'' em 2010. O Censo brasileiro de 2010 citado anteriormente põe este número em 117.104.

Embora a imigração brasileira nos [[Estados Unidos]] ainda esteja concentrada nos estados de ''[[Massachusetts]]'', ''[[Flórida]]'', ''[[New Jersey]]'', ''[[New York]]'' e ''[[Califórnia]]'', tem ocorrido uma grande dispersão na última década, fato este que não se dá, pelo menos com a mesma intensidade, no ''[[Canadá]]'' e muito menos no ''[[México]]''. A maioria dos brasileiros que emigram para o ''[[Canadá]]'' mora em ''[[Toronto]]'' e aqueles residentes no ''[[México]]'' concentram-se na região metropolitana da [[Cidade do México]]''.
[[File:Populacao_Brasileira_na_America_do_Norte_-_2009.jpg‎‎|300px|thumb|right|População Brasileira na América do Norte (%) - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]]
Segundo Maxine Margolis (2009), os primeiros imigrantes brasileiros nos ''[[Estados Unidos]]'' vieram da cidade mineira de Governador Valadares [http://pt.wikipedia.org/wiki/Governador_Valadares]. Esta ligação com Valadares [http://pt.wikipedia.org/wiki/Governador_Valadares], segundo a mesma autora, começa durante a segunda guerra mundial quando o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] tornou-se um dos maiores produtores de mica, que na época, era um material crítico usado para isolamento.  A mica, era minerada nos arredores da cidade de Governador Valadares [http://pt.wikipedia.org/wiki/Governador_Valadares] por empresas americanas. Após o final da guerra esta indústria entrou em crise, mas os vínculos entre Valadares [http://pt.wikipedia.org/wiki/Governador_Valadares] e os ''[[Estados Unidos]]'' continuaram, pois engenheiros e outros profissionais americanos no retorno para seu país “levaram” consigo alguns dos seus empregados brasileiros. Esta experiência com os americanos em Valadares [http://pt.wikipedia.org/wiki/Governador_Valadares] e as histórias sobre a vida nos ''[[Estados Unidos]]'' contada por estes brasileiros pioneiros, inspiraram outros, anos depois, a empreender a viagem para aquele país.

===='''América do Sul'''====

A evolução do número de brasileiros nos países da ''[[América Latina]]'' indica, principalmente a partir de 1980, uma nova situação do  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] no contexto regional. Segundo o documento do Ministério do Trabalho e Emprego, citado anteriormente, o estoque de brasileiros na ''[[Argentina]]'' diminuiu (de 48 mil para 33 mil pessoas entre 1960 e 1991), ao passo que no mesmo período, o estoque de argentinos no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] aumentou (de 15 mil para 25 mil, no mesmo período). [[File:Populacao_Brasileria_na_America_do_Sul_-_2009.jpg‎‎|300px|thumb|left|População Brasileira na América do Sul (%) - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]] O mesmo vem ocorrendo com o ''[[Uruguai]]'', onde o número de brasileiros tem se estabilizado desde 1975 em torno de 14 mil pessoas, enquanto que o total de uruguaios passou, no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil], de 11 mil, em 1960, para 22 mil em 1991. No ''[[Peru]]'', este estoque passou de 3 mil brasileiros em 1972 para 2,5 mil em 1993, sendo que[[File:Populacao_Brasileira_na_America_do_Sul_-_2009.jpg‎‎|300px|thumb|right|População Brasileira na América do Sul - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]] havia 2,5 mil peruanos no Brasil, em 1960, alcançando 5,8 mil, em 1991. A ''[[Colômbia]]'', chegou a registrar 2,3 mil brasileiros em 1960, baixando para 1,4 mil em 1993, registrando o Brasil 2 mil colombianos, em 1991, contra somente 685 em 1960.

De acordo com o mesmo documento, o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] sempre apresentou maior estoque de chilenos e bolivianos do que o ''[[Chile]]'' e a ''[[Bolívia]]'', de brasileiros.  Esta tendência, no entanto, não se verificou nas trocas populacionais do  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] com o ''[[Paraguai]]''. Em 1960, havia cerca de 34 mil brasileiros no ''[[Paraguai]]'', volume elevado para 98,8 mil em 1980, chegando a 107 mil em 1990.  Em 2010, segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, [http://www.brasileirosnomundo.mre.gov.br/ptbr/http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/a-comunidade/estimativas-populacionais-das-comunidades] a população brasileira no ''[[Paraguai]]'' é de cerca de 200.000 pessoas tornando-o o país sul americano com a maior concentração de imigrantes brasileiros (49%), seguido pela ''[[Bolívia]]'' com 50.100 (12%), a ''[[Argentina]]'' com 37100 (9%), o ''[[Uruguai]]'' com 30.135 (7%), a ''[[Venezuela]]'' com 26.000 (6%), o ''[[Suriname]]'' com 20.000 (5%), e a ''[[Guiana Francesa]]'' com 18.000 (4%). 

O Censo Brasileiro de 2010 - IBGE - registrou 8.631 brasileiros vivendo na ''[[Argentina]]'' (8.631), seguido da ''[[Bolívia'']] (7.919), ''[[Paraguai]]'' (4.926), ''[[Guiana Francesa]]'' (3.822), ''[[Suriname]]'' (3.416), ''[[Venezuela]]'' (2.297), ''[[Chile]]'' (2.297) e ''[[Uruguai]]'' (1.703).

===='''Europa'''====

A emigração brasileira para a ''[[Europa]]'' tem se intensificado nos últimos 20 anos. O primeiro fluxo importante, por razões históricas e culturais, diz respeito à entrada de brasileiros em ''[[Portugal]]''.  Este [[File:Populacao_Brasileria_na_Europa_-_2009.jpg‎‎‎|300px|thumb|left|População Brasileira na Europa (%) - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]] fluxo se consolidou durante a década de 90 e mateve-se relativamente estável até o final da década de 2000. No entanto, o ''[[Reino Unido]]'' com uma população de 180.000 brasileiros, representa o maior contingente (20%) de imigrantes brasileiros na ''[[Europa]]''. ''[[Portugal]]'' com 136.220 (15%) posiciona-se em segundo lugar, seguido da ''[[Espanha]]'' com 158.761 (17%), ''[[Alemanha]]'' com 91.087 (10%), ''[[Itália]]'' com 85.000 (9%) e ''[[França]]'' com 80.010 (9%).
 [[File:Populacao_Brasileira_Europa_-_2009_Bar.jpg|300px|thumb|right|População Brasileira na Europa - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]]
Em linhas gerais, de acordo com o documento Perfil Migratório do Brasil, citado anteriormente, com exceção dos fluxos mais antigos para Portugal, a população brasileira imigrante na ''[[Europa]]'' é composta basicamente por jovens adultos entre  20 e 40 anos, de ambos os sexos, com escolaridade elevada (em média, mais de 50% dos brasileiros em todos os países europeus têm pelo menos 13 anos de estudo). Com exceção de ''[[Portugal]]'', a maior parte desta migração não se constitui de famílias e apresenta elevado índice de migrantes em situação irregular.&lt;ref&gt;  Segundo Tachio (2000), cerca de 75 por cento dos brasileiros em Portugal trabalham no setor formal da economia portuguesa enquanto que na Espanha, mais de 65 por cento não tem permissão de trabalho.&lt;/ref&gt;  

Pode-se ressaltar ainda que fatores históricos e culturais influenciam estes deslocamentos para a ''[[Europa]]'' com os emigrantes brasileiros de hoje percorrendo o caminho inverso de imigrantes portugueses, espanhóis, alemães e italianos do passado.  

No ''[[Reino Unido]]'', a maioria dos brasileiros reside em ''[[Londres]]''.  Em ''[[Portugal]]'', concentram-se em ''[[Lisboa]]'' e seus arredores. Na ''[[Espanha]]'', em ''[[Madri]]'' e ''[[Barcelona]]'', na ''[[Alemanha]]'', aglomeram-se na grande ''[[Berlin]]'', na ''[[Itália]]'' estão na sua maioria em ''[[Roma]]'' e na ''[[França]]'' em ''[[Paris]]''. 

O Censo Brasileiro de 2010 - IBGE registrou ''[[Portugal]]'' (65.969), ''[[Espanha]]'' (46.330), ''[[Itália]]'' (34.652), ''[[Reino Unido]]'' (32.270), ''[[França]]'' (17.743), ''[[Alemanha]]'' (16.637) e ''[[Suíça]]'' (12.120), como os países europeus com maior concentração de brasileiros.

===='''Ásia'''====

Na ''[[Ásia]]'', o ''[[Japão]]'' com 230.552 brasileiros é o país com quase a totalidade da população brasileira residente naquele continente, constituindo-se ainda na terceira maior comunidade imigrante neste [[File:‎‎Populacao_Brasileira_na_Asia_2009.jpg‎  |200px|thumb|left|População Brasileira na Ásia - 2009 (Ministério das Relações Exteriores - MRE)]] país. No final dos anos 80, filhos e netos dos japoneses, chegados ao  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] no início do século XX, emigraram para o ''[[Japão]]'' em busca de trabalho. Este fluxo migratório é bastante singular porque todos eles possuem status migratório regular e são, via de regra, migrantes trabalhadores contratados por empresas japonesas. 

Por serem descendentes (filhos ou netos) dos japoneses que há um século atrás emigraram para o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil], eles são provenientes das mesmas regiões de destino daqueles - [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana Paraná] e [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo São Paulo]. Como anteriormente citado, no ''[[Japão]]'', os imigrantes brasileiros ficaram conhecidos como dekasseguis. Segundo Carvalho (2003), os emigrantes dekasseguis apresentam nível de escolaridade mais elevado entre todos os emigrantes brasileiros. O mesmo autor observa ainda que há um relativo equilíbrio entre homens e mulheres, com os primeiros representando 54,8 por cento da população emigrante brasileira para o ''[[Japão]]'' em 2006. Sasaki (2008), chama a atenção para o fato de que, enquanto em 1996, a população de brasileiros no ''[[Japão]]'' era constituída na sua maioria por jovens, casados e chefes de família que deixavam o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] para uma estadia temporária e breve retorno, em 2006 observou-se a emergência de um grupo de jovens, homens e mulheres, muitos deles com a pretensão de permanecer definitivamente no ''[[Japão]]''.''' 

O Censo Brasileiro de 2010 - estimou que 43.912 brasileiros viviam na ''[[Ásia]]'', 36.202 destes, no ''[[Japão]]'' e 2.209, na ''[[China]]'', com o restante distribuído pelos demais países asiáticos.

===='''África, Oriente Médio e Oceania'''====

As populações de brasileiros na [[África]] [http://www.digaai.org/wp/images/f/f7/Populacao_Brasileira_na_Africa_-_2009_Bar.jpg], no ''[[Oriente Médio]]'' [http://www.digaai.org/wp/images/e/ef/Populacao_Brasileira_no_Oriente_Medio_-2009_Bar.jpg], e ''[[Oceania]]'' [http://www.digaai.org/wp/images/f/f6/Populacao_Brasileira_na_Oceania_-2009.jpg], são bastante pequenas e concentradas em poucos países. Na ''[[África]]'', ''[[Angola]]'' com uma população de 20.000 brasileiros, representa 69 por cento da população brasileira do continente. ''[[Israel]]'',  com 20.000 brasileiros e o ''[[Líbano]]'' com  7.300 representam respectivamente (49%) e (18%) da população brasileira do ''[[Oriente Médio]]''. Na ''[[Oceania]]'', 45.300 brasileiros residem na ''[[Austrália]]'' e 7.714 na ''[[Nova Zelândia]]''. Estas estimativas são oriundas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil - MRE. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estima uma população de imigrantes brasileiros na  ''[[África]]'' em cerca de 8.286 pessoas, com 3.696 destas vivendo em ''[[Angola]]'', 2.479 na ''[[África do Sul]]''  e o restante distribuído entre os outros países africanos. O IBGE registrou ainda cerca de 13.880 brasileiros residentes na ''[[Oceania]]'', na sua maioria, vivendo na ''[[Austrália]]'' (10.836) e ''[[Nova Zelândia]]'' (2.980).

=='''Por que os Brasileiros Voltam - O Retorno'''==
[[File:Frase.jpg|500px|thumb|right]] [[File:Paraguai.jpg‎|150px|thumb|left|População Brasileira Retornada do Paraguai, 2000 (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]][[File:Japao1.jpg‎‎|150px|thumb|left|População Brasileira Retornada do Japão, 2000  (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]][[File:Populacao_Brasileira_Retornada_do_Paraguai_2000.jpg‎|150px|thumb|right|População Brasileira Retornada do Paraguai, 2000 (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]] [[File:Estados Unidos.jpg‎‎‎|150px|thumb|left|População Brasileira Retornada dos Estados Unidos, 2000  (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]]   [[File:EUA.jpg‎‎‎|150px|thumb|right|População Brasileira Retornada dos Estados Unidos, 2000  (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]]  [[File:Japao.jpg‎|150px|thumb|right|População Brasileira Retornada do Japão, 2000 (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]]  ‎[[File:Saida.png|thumb |left|300px |alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |]]  O [[O Retorno|retorno]] dos brasileiros do exterior pode ser aferido pelo número daqueles que na data dos censos demográficos de 1991 e 2000 residiam no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil], mas que retornaram ao país nos anos compreendidos entre 1986 e 1991, e 1995 e 2000. Neste caso, verificou-se um incremento de 181,5 por cento neste contingente, isto é, em 1991, 31.124 pessoas declararam um país estrangeiro de residência cinco anos antes da data de referência do censo, enquanto que em 2000 este número era 87.599. 

Segundo Wilson Fusco e Sylvain Souchaud, o fluxo de retornados brasileiros, ainda que bastante diversificado, concentra-se em três países: [[Paraguai]], [[Japão]] e [[Estados Unidos]], responsáveis por cerca de 60 por cento deste fluxo. Estes autores analisaram o retorno com base nos dados do censo brasileiro de 2000 (IBGE), o qual indica a distribuição por município dos retornados, definidos em função do país de nascimento e residência no momento do censo e da declaração da última residência em país estrangeiro nos dez anos anteriores ao censo.

O retorno do [[Paraguai]] constitui o maior fluxo de brasileiros retornados. Em 2000, 50.201 pessoas nascidas e residentes no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] declararam residência anterior no ''[[Paraguai]]'' representando 26,8 por cento do total da população brasileira retornada. De uma forma geral, os retornados tem um nível educacional mais elevado do que o observado para os não-migrantes com exceção destes retornados do ''[[Paraguai]]'' que têm um nível próximo do encontrado para os não-migrantes, residentes em zonas rurais (instrução fundamental incompleta), e têm salários inferiores a estes da população residente. Este fato pode ser explicado pela origem destes retornados que são na sua maioria agricultores. No entanto, os retornados da ''[[Europa]]'', ''[[Estados Unidos]]'', ''[[Canadá]]'', e ''[[Japão]]'' tinham pelo menos o 3º grau completo e salários superiores a dos brasileiros morando em áreas metropolitanas (Fernandes, 2008).

Ainda de acordo com Fernandes, em geral, os retornados dos países vizinhos estão, na sua maioria, trabalhando por conta própria e em atividade de um perfil de menor remuneração enquanto que aqueles retornados dos ''[[Estados Unidos]]'' e da ''[[Europa]]'' estão ocupados em atividades, em geral, melhor remuneradas. 
‎
O mapa à esquerda ilustra a distribuição dos retornados do ''[[Paraguai]]'' segundo o município de residência em 2000. Como podemos ver, grande parte deles estão concentrados nos estados do Paraná [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana] (61,8%), Mato Grosso do Sul [http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul] (16,3%), Mato Grosso [http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_grosso] (5,4%), Santa Catarina [http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_catarina] (5,4%), São Paulo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo] (3,8%), Rio Grande do Sul [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_grande_do_sul] (3,5%) e Rondônia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rond%C3%B4nia] (1.1%).&lt;ref&gt;  Fusco, Wilson e Sylvain Souchaud, De Volta para Casa: A Distribuição dos Brasileiros Retornados do Exterior, 2010, Confins [online], nº 9.&lt;/ref&gt;     

O Paraná [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana] não só é o lugar de nascimento de muitos migrantes, mas também o lugar de última residência anterior ao ingresso no ''[[Paraguai]]''. Muitas vezes, gaúchos, catarinenses e baianos, por exemplo, vivem por um determinado período de tempo no Paraná [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana] antes de emigrar para o ''[[Paraguai]]''. O Rio Grande do Sul  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_grande_do_sul], assim como o Paraná [http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana], é um lugar onde a expansão da fronteira agrícola, nos anos 1980 e 1990, expulsou muitas famílias que alimentaram as camadas mais pobres da população brasileira imigrante no ''[[Paraguai]]''.&lt;ref&gt;  Ibid. página 6.&lt;/ref&gt; 
Diferentemente destes dois estados, que na sua grande maioria recebem retornados natos, os estados do Mato Grosso [http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_grosso]  e Rondônia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rond%C3%B4nia] recebem retornados em busca de oportunidades e empregos ligados ao crescimento e dinamismo da agricultura comercial, principalmente aquela ligada à soja. 

Ainda de acordo com Fusco e Souchaud, os retornados do ''[[Japão]]'' formam o segundo maior grupo contando com 17 por cento do total dos retornados (31.775 pessoas). Ainda que perto do número de  ‎retornados dos ''[[Estados Unidos]]'', a comunidade brasileira no ''[[Japão]]'' é muito menor do que esta última. Este fenômeno pode ser explicado pelo fato de a lei de imigração japonesa permitir múltiplos retornos, enquanto que a população brasileira indocumentada nos ''[[Estados Unidos]]'' raramente se arrisca a um retorno temporário.

O mapa à esquerda ilustra a distribuição dos retornados do ''[[Japão]]'', segundo o município de residência em 2000. Podemos observar que a maioria desses retornados, mais de 80 por cento, voltam a  ‎residir nos mesmos estados marcados pela imigração japonesa para o Brasil – São Paulo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo] e Paraná[http://pt.wikipedia.org/wiki/Parana]. Em menor proporção, eles se dirigem para Minas Gerais [http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_gerais] e Rio de Janeiro [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_janeiro]. Aqueles que voltam para o Pará [http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1] são originários da antiga colônia Acará, atualmente Tomé-Açu [http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A9-A%C3%A7u] (Beltrão et al, 2006).  
‎O retorno dos ''[[Estados Unidos]]'', o terceiro maior, registrou um volume de 29.591 pessoas (16% do total de brasileiros retornados), segundo o censo de 2000.O número grande de imigrantes brasileiros indocumentados nos ''[[Estados Unidos]]'' dificulta não só a sua contagem no país de destino, mas também a sua contagem quando do retorno. 
[[File:Slide11.jpg‎‎‎‎|150px|thumb|right|Setor de Atividade da População Brasileira Retornada, 2000 (IBGE, Tabulação: Wilson Fusco e Sylvain Souchaud)]]
O mapa a seguir mostra que os retornados dos ''[[Estados Unidos]]'', predominantemente voltam para São Paulo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_paulo] (7.495), Minas Gerais [http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_gerais] (6.241), e Rio de Janeiro [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_janeiro] (4.971). Em seguida, verifica-se a presença destes no Paraná [http://pt.wikipedia.org/wiki/Paran%C3%A1] (1.755), Rio Grande do Sul [http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_grande_do_sul] (1.468), Distrito Federal [http://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito_Federal_(Brasil)] (1.269) e Goiás [http://pt.wikipedia.org/wiki/Goi%C3%A1s] (1.266).

Finalmente, a maioria dos retornados dos ''[[Estados Unidos]]'' (97,2%) e ''[[Japão]]'' (94,4%), retornam para zonas urbanas, enquanto que os retornados do ''[[Paraguai]]'' apresentam um menor índice de domicílios urbanos (72%). Quando consideramos também as suas ocupações quando do retorno, a maioria daqueles retornados dos ''[[Estados Unidos]]'' trabalham nos setores de educação (19,8%), comércio (15%) e atividades imobiliárias (13%). Aqueles voltados do ''[[Paraguai]]'' apresentam uma grande participação no setor da agricultura (32%), seguido de ocupações industriais (15%), comércio (13,6%) e serviços domésticos (12%). Os brasileiros retornados do ''[[Japão]]'' ocupam posições com maior frequência nos setores comercial (29,7%), industrial (12,5%) e agrícola (10,6%), conforme ilustrado na tabela ao lado.

=='''Contribuição econômica'''==

[[File:remit_lac_countries_2008.jpg|250px|thumb|right|alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |Remessas para a América Latina e o Caribe - 2008.(Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID)]] 
[[File:Expobusiness.jpg|250px|thumb|left|alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left.|Feira brasileira de negócios e serviços - expoBUSINESS 2008 - Nagoya - Japão)]]
Os imigrantes brasileiros contribuem de várias maneiras para o progresso social e econômico dos países onde vivem. Suas contribuições resultam das suas atividades enquanto trabalhadores, empresários e dos seus gastos como consumidores. Somente nos Estados Unidos, onde há dados para tal cálculo, os empresários e consumidores brasileiros (estes últimos via seus gastos enquanto consumidores) geram cerca de 628.000 empregos diretos e indiretos. Eles contribuem ainda com cerca de US$58 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e US$7 bilhões para os cofres dos governos federal e estaduais com as suas contribuições fiscais. 

Eles contribuem também para as economias locais das suas cidades natais via a remessa de dinheiro que, em 2005, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento [http://www.iadb.org/pt/banco-interamericano-de-desenvolvimento,2837.html], totalizou mais de US$ 7.2 bilhões, tornando o  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] o segundo maior receptor de remessas na [[América Latina]], atrás apenas do [[México]]. Cerca de metade das remessas recebidas no  [http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil Brasil] vem de brasileiros que vivem nos [[Estados Unidos]]. Os seus investimentos e empreendimentos nos locais de origem, além das poupanças que trazem quando do retorno, aumentam o impacto econômico destes imigrantes.

Este fluxo de remessas, não somente aumenta o consumo direto das famílias receptoras, mas também impacta a economia como um todo em virtude da maior propensão de consumo das famílias de baixa renda. O Professor Manuel Orozco, Diretor do programa “Remittances and Development” da organização Inter-American Dialogue [http://www.thedialogue.org], calcula que cada dólar remetido aumenta a renda em $1,78 dólares, um impacto multiplicador bastante significante.

=='''Participação Cidadã'''==

Os brasileiros contribuem ainda através da sua participação cultural e cívica. Suas ''[[organizações midiáticas]]'', jornais, programas de televisão e rádio são hoje parte do refazer destas sociedades. A [[File:Brasileiros no mundo 1.jpg|250px|thumb|left|alt=A red flag divided into four by a white cross slightly offset to the left. |I Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior - Rio de Janeiro - 2008.]] mídia brasileira tem estabelecido presença permanente na vida das comunidades brasileiras. Hoje, somente nos [[Estados Unidos]] há cerca de 300 veículos de comunicação de vários tipos, incluindo a  existência da [[Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-I)]]. Além desses veículos, a comunidade brasileira sustenta três das maiores redes de televisão brasileiras com transmissão diária via cabo ou satélite – a [[TV Globo Internacional]], a [[TV Record]] e a [[Band Internacional]] além da televisão pública [[TV Brasil Internacional]].

''[[Organizações não governamentais]]'' de apoio social e de integração nas sociedades locais, de defesa dos direitos humanos e dos direitos dos trabalhadores brasileiros abundam entre as comunidades brasileiras imigrantes. 

Além destas organizações, existem várias entidades, mais ou menos formais, que se dedicam a aspectos culturais e esportivos - ''[[Organizações Culturais e Desportivas]].'' Papel importante também, é desempenhado pelas ''[[Entidades Religiosas]].'' Estas entidades proporcionam não somente apoio espiritual, mas também material e às vezes político para imigrantes que vivem à margem da sociedade.

Além disto, a ''[[participação política]]'' via o voto a distância é de fundamental importância para que os imigrantes brasileiros articulem  suas demandas junto ao governo brasileiro de forma que este se engaje de modo consequente no apoio à diáspora brasileira. 

Por fim,  ''[[Conselho de Representantes Brasileiros no Exterior]]'' e as Conferencias “Brasileiros no Mundo” são resultados de um longo processo de organização das comunidades brasileiras imigrantes. Estes instrumentos podem efetivar, na prática, a cidadania sem fronteiras.

=='''Referências'''==

&lt;references/&gt;

=='''Referências Bibliográficas'''==

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Piore, Michael &amp; Berger, Suzanne. 1980. Dualism and Discontinuity in Industrial Societies. Cambridge: Cambridge University Press.

Vainer B. Carlos e Fausto Brito. 2001. Migration and Migrants Shaping Contemporary Brazil. Presented at the XXIVth General Population Conference
International Union for the Scientific Study of Population. Salvador, Bahia, Brazil, August 18-24, 2001.  http://www.digaai.org/wp/pdfs/migrantsandmigration.pdf

=='''DigaaiDATAHUB &amp; DigaaiDATAVERSE'''==

O estudo dos processos migratórios internacionais encontra  bastante barreiras metodológicas. Além do movimento de ida e vinda  que é de natureza  fluída, há o problema da imigração não autorizada que toma formas diversas tais como a entrada clandestina, o &quot;overstaying,&quot; e a &quot;invisibilidade.&quot;  

O Censo Brasileiro[http://www.ibge.gov.br/home/] recorda os fluxos internacionais baseado na identificação de onde os indivíduos estavam cinco anos antes da chegada ao Brasil. Ele registra também, o lugar de residência de todos os brasileiros residentes no país alem das características sócio-economicas destes quando da execução do censo.

O registro de brasileiros no exterior é feito com base num levantamento do Ministério das Relações Exteriores do Brasil[http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/] junto aos consulados e embaixadas. Este levantamento teve inicio em 1996 e é atualizado frequentemente. Este levantamentos não são no entanto estatísticas públicas, mas sim um levantamento administrativo interno desta repartições. 

Por outro lado, os registros oficiais dos países de destino são precários pelas razões citadas acima. Nos [[Estados Unidos]], o Departament of Homeland Security,[http://www.dhs.gov/index.shtm] publica informações sobre os residentes permanentes, naturalizações e admissões de imigrantes. Estes dados são, no entanto, agregados por países e não há detalhe sobre as características sócio-econômicas por tipo de visto. Além desta fonte de dados, os Censos americano e o American Community Survey (ACS) registram dados demográficos sobre as populações imigrantes. A União Européia[http://pt.wikipedia.org/wiki/União_Europeia], por outro lado, publica dados agregados sobre imigrantes. Por fim, o Ministério da Justiça do Japão[http://www.immi-moj.go.jp/portuguese/index.html] publica dados agregados sobre o número de indivíduos que entram e saem do país. Dados referentes aos imigrantes brasileiros incluem somente algumas variáveis demográficas.       

Por todas estas razões, as bases de dados oficiais são precárias. No entanto, elas são as únicas fontes existentes e devem ser utilizadas com discrição. O '''DigaaiDATAHUB''' e o '''DigaaiDATAVERSE''' são ferramentas do '''DigaaiWiki''' que põem à disposição dos seus colaboradores e usuários, dados numéricos ou textuais existentes sobre a migração brasileira no mundo. Cada sessão contem a base de dados referente aos tópicos discutidos nela. 


* População Brasileira no Mundo - MRE - 2008  [http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2008.pdf]

* População Brasileira no Mundo - MRE - 2009  [http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_Mundo_Estimativas_2009.pdf]

* População Brasileira no Mundo - MRE - 2010  [http://www.digaai.org/wp/pdfs/Brasileiros_no_Mundo_2011.pdf]

* População Brasileira Retornada do Paraguai, Japão e Estados Unidos   [http://www.digaai.org/wp/pdfs/retornadosparaguaiusa.xls]

* População Estrangeira na Europa e no Mundo Novo   [http://www.digaai.org/wp/pdfs/fb_populations-europe_new_world.xls]

* População Mundial de Imigrantes   [http://www.digaai.org/wp/pdfs/international_immigrants.xls]


'''Para mais informações, dados, mapas e bibliografia referentes a diáspora brasileira, click nos links abaixo:'''


[[File:botao.png|link=http://worldmap.harvard.edu/maps/1140|DigaaiDATAHUB]]      [[File:Screen Shot digaaidataverse.png|link=http://wiki.digaai.com/dataverse.html]]</rev>
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