Ásia

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Introdução

Na Ásia, o Japão com 280.000 brasileiros é o país com quase a totalidade da população brasileira residente neste continente constituindo-se ainda na terceira maior comunidade imigrante neste
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país. No final dos anos 80, filhos e netos dos japoneses chegados ao Brasil no início do século XX emigraram para o Japão em busca de trabalho. Este fluxo migratório é bastante singular porque a grande maioria deles possuem status migratório regular e são, via de regra, migrantes trabalhadores contratados por empresas japonesas.

Por serem descendentes (filhos ou netos) dos japonêses que há um século atrás emigraram para o Brasil, eles são provenientes das mesmas regiões de destino daqueles (Paraná e São Paulo). No Japão, os imigrantes brasileiros ficaram conhecidos como dekasseguis. Segundo Carvalho (2003), os emigrantes dekasseguis apresentam nível de escolaridade mais elevado entre todos os emigrantes brasileiros. O mesmo autor observa ainda que há um relativo equilíbrio entre homens e mulheres, com os primeiros representando 54,8 por cento da população emigrante brasileira residente no Japão em 2006. Sasaki (2008), chama a atenção para o fato de que enquanto em 1996 a população de brasileiros no Japão era constituída na sua maioria por jovens, casados e chefes de família que deixavam o Brasil para uma estadia temporária e breve retorno, em 2006, observou-se a emergência de um grupo de jovens, homens e mulheres, muito deles com a pretensão de permanecer definitivamente no Japão.

Referências


Referências Bibliográficas

DigaaiDATAHUB & DigaaiDATAVERSE

O estudo dos processos migratórios internacionais encontra bastante barreiras metodológicas. Além do movimento de ida e vinda que é de natureza fluída, há o problema da imigração não autorizada que toma formas diversas tais como a entrada clandestina, o "overstaying," e a "invisibilidade."

O Censo Brasileiro[1] recorda os fluxos internacionais baseado na identificação de onde os indivíduos estavam cinco anos antes da chegada ao Brasil. Ele registra também, o lugar de residência de todos os brasileiros residentes no país alem das características sócio-economicas destes quando da execução do censo.

O registro de brasileiros no exterior é feito com base num levantamento do Ministério das Relações Exteriores do Brasil[2] junto aos consulados e embaixadas. Este levantamento teve inicio em 1996 e é atualizado frequentemente. Este levantamentos não são no entanto estatísticas públicas mas sim um levantamento administrativo interno desta repartições.

Por outro lado, os registros oficiais dos países de destino são precários pelas razões citadas acima. Nos Estados Unidos, o Departament of Homeland Security,[3] publica informações sobre os residentes permanentes, naturalizações, e admissões de imigrantes. Estes dados são, no entanto, agregados por países e não há detalhe sobre as características sócio-economicas por tipo de visto. Além desta fonte de dados, os Censos americano e o American Community Survey (ACS) registram dados demográficos sobre as populações imigrantes. A União Européia[4] por outro lado, publica dados agregados sobre imigrantes. Por fim, o Ministério da Justiça do Japão[5] publica dados agregados sobre o número de indivíduos que entram e saem do país. Dados referentes aos imigrantes brasileiros incluem somente algumas variáveis demográficas.

Por todas estas razões, as bases de dados oficiais são precárias. No entanto, elas são as únicas fontes existentes e devem ser utilizadas com discrição. O DigaaiDATAHUB e o DigaaiDATAVERSE são ferramentas do DigaaiWiki que põem a disposição dos seus colaboradores e usuários, dados numéricos ou textuais existentes sobre a migração brasileira no mundo. Cada sessão contem a base de dados referente aos tópicos discutidos nela.


Para mais informações, dados, mapas e bibliografia referentes a diáspora brasileira, click nos links abaixo:


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